O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a decisão do governo de liberar R$ 5 bilhões dos gastos de custeio e investimento que estavam contingenciadas no Orçamento da União deveu-se ao aumento na arrecadação da Receita e também à expectativa de menor déficit na Previdência.

Questionado se essa liberação teria relação com as negociações para a aprovação da CPMF no Congresso, o ministro respondeu: "A liberação decorre da avaliação bimestral em que verificamos uma expectativa de déficit menor da previdência e também receitas maiores. Vamos executar os programas com prudência para ir confirmando as receitas", disse o ministro, que participa esta manhã do 5º Encontro Nacional de Dirigentes de Recursos Humanos, em Brasília.

Quando perguntado se a forte alta na arrecadação não justificaria o fim da CPMF, o ministro disse que o tema deverá ser discutido no âmbito das negociações da reforma tributária e que por hora o governo já decidiu que vai diminuir a alíquota do tributo e aumentar a faixa de isenção. Destacou ainda que o governo vai aumentar recursos destinados à saúde.

Bernardo disse que a arrecadação tem subido por conta da maior atividade econômica, que tem elevado o emprego, os salários, as vendas no varejo e o lucro das empresas. "As empresas estão bamburrando de ganhar dinheiro", disse o ministro, destacando que a maior lucratividade não se resume às instituições financeiras, mas também às empresas não financeiras, que "nunca tiveram tanto lucro".