O Exército vai usar veículos blindados do Esquadrão de Cavalaria Motorizado para patrulhar as ruas da região metropolitana do Rio de Janeiro no próximo domingo (27), dia do segundo turno das eleições presidenciais. Essa será a única modificação do esquema de segurança em relação ao utilizado no 1º turno. O aparato contará com 47.350 pessoas, somados os efetivos das polícias civil, militar e federal e das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica -, para prevenir e coibir eventuais ações do crime organizado no dia do pleito.

Entre 13 e 15 blindados dos tipos Cascavel, contendo canhões, e Urutu, para o transporte de tropas, além de jipes, serão utilizados para o patrulhamento ostensivo no deslocamento de pessoal entre os 30 ?pontos fortes?, distribuídos por áreas de risco da capital, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Nesses locais ficarão baseadas as unidades militares.

O Exército vai manter o mesmo número de soldados usado na operação no dia 6 de outubro: 3 mil homens estarão nas ruas a partir das 6h de domingo, além de 8 mil que ficarão de prontidão nos quartéis desde as 16h de sábado. Três helicópteros blindados  um Esquilo e dois Panteras, também estarão à disposição. A Marinha atuará exclusivamente no bairro da Ilha do Governador (zona norte), com 600 fuzileiros navais. A Aeronáutica vai disponibilizar 600 para, entre outras funções, monitorar os aeroportos. O maior contingente será de PMs – 27 mil. O aparato contará ainda com 7 mil policiais civis atuando ostensivamente, sendo 2 mil de prontidão nas delegacias, e 350 policiais federais.

As ações serão coordenadas pelo Centro de Operações de Sistema Integrado (Cosi), definido pelo relações-públicas do Exército, coronel Ivan Cosme, como ?o cérebro de tudo?. O Cosi, formado por um conselho de representantes de todas as forças envolvidas, funcionará na sede do Comando Militar do Leste (CML) e tomará decisões operacionais em caso de incidentes.

Tanto o Exército quanto a Secretaria de Segurança Pública do Estado, no entanto, confiam que domingo será um dia de tranqüilidade, como ocorreu no primeiro turno. ?Como desta vez as eleições no Rio são apenas para presidente, esperamos que todo mundo vote rapidamente e vá à praia?, disse o secretário de Segurança do Rio, Roberto Aguiar. Ele participou hoje de uma reunião de planejamento da operação com o chefe de Polícia Civil  Zaqueu Teixeira, o comandante-geral da PM, coronel Francisco Braz, o secretário de Justiça, Paulo Saboya, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Álvaro Mayrink. Amanhã, um encontro entre representantes de centrais de inteligência dos órgãos de segurança definirá os últimos detalhes do planejamento da operação.