Não se trata exatamente de uma fake news, mas a declaração do vigário do Santuário do Corcovado, onde fica a estátua do Cristo Redentor, causou preocupação. Marcos Willian Bernardo disse que “os braços do Cristo corriam risco de cair”, em referência à reforma feita na estrutura em 2015.

Na sexta-feira (14), o Parque Nacional da Tijuca e a Arquidiocese do Rio de Janeiro, por meio da Mitra Arquiepiscopal, assinaram um novo acordo sobre a administração Cristo Redentor que, entre outras medidas, inclui a possibilidade de colaboração voluntária com a manutenção do monumento diretamente na venda do ingresso.

Durante o evento, que contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente, Edson Fonseca, uma declaração do vigário que responde pelo Santuário do topo do Corcovado, Marcos Willian Bernardo, preocupou os presentes. Ao ressaltar a importância da colaboração financeira para garantir a manutenção do monumento, ele teria dito que, em 2015, os braços do Cristo passaram por uma reforma pois corriam risco de cair.

De acordo com o próprio vigário, no entanto, o que aconteceu na ocasião foi uma manutenção preventiva que visou justamente garantir a segurança da estátua, que é uma das novas Maravilhas do Mundo e que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Era uma vistoria rotineira que identificou uma fenda e vimos que não era correto aquela fenda ali. Como o Cristo está exposto a intempéries, está propenso a tudo, então é normal que se desenvolvam fissuras, mas percebemos que poderia ser perigosa. Na dúvida, decidimos fazer a intervenção imediatamente”, esclarece.

Ele ressalta, no entanto, que não houve risco imediato de que os braços do Cristo Redentor se soltassem ou caíssem, mas que, por se tratar de um patrimônio tão significativo, qualquer sinal que se identifique é tratado com seriedade.

O objetivo, segundo ele, é justamente para evitar desdobramentos como o que aconteceu com o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que foi destruído — acervo e parte da estrutura — por um incêndio no início de setembro. “A gente tem que agir sempre de forma preventiva para não ter a surpresa que tivemos aí [com o Museu Nacional]. Eu prefiro sempre dizer que, se tem alguma dúvida, vamos agir logo, não vamos ficar deixando para depois. Isso é responsabilidade nossa, temos sempre que manter um padrão de referência”, explica o vigário, assegurando que desde 2015 não foram identificados mais problemas de fissuras como as encontradas então nos braços do monumento.

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