Brasília – Será assinado nas próximas semanas convênio entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, o Tribunal Supremo de Elecciones de Costa Rica e a Organização dos Estados Americanos (OEA) para empréstimo de 4 mil urnas eletrônicas brasileiras, que serão usadas nas eleições gerais costarriquenhas, a serem realizadas em fevereiro de 2006. Os ministros do TSE Sepúlveda Pertence e Fernando Neves estão em San José para apresentar o sistema eletrônico de votação às autoridades e representantes da sociedade civil.

Além dos equipamentos, a Justiça Eleitoral brasileira enviará pessoal especializado para capacitação da equipe técnica da Costa Rica. Pelo convênio, cerca de 1,3 milhão de eleitores utilizarão o sistema informatizado em mais de 3 mil juntas eleitorais, o que representa 50% do eleitorado do país. O presidente do TSE costarriquenho, Oscar Fonseca Montoya, afirmou que assim que o convênio for assinado, será feita uma campanha de esclarecimento do eleitorado. Segundo ele, em todos os locais onde os eleitores forem treinados a utilizar a urna eletrônica, a votação no equipamento será obrigatória.

Montoya afirmou ainda que a introdução do sistema brasileiro no país trará mais um benefício, que é a possibilidade de aumento do número de eleitores em cada junta. Atualmente as juntas costarriquenhas possuem, em média, 400 eleitores cadastrados, número que poderá ser aumentado para 600 com a implantação das urnas eletrônicas. A Costa Rica é o quarto país a utilizar oficialmente a urna brasileira, sistema que já foi usado no Paraguai, México e Argentina. Em outubro deste ano será a vez do Equador utilizar o sistema eletrônico nas eleições municipais. Também manifestaram interesse na urna brasileira: Colômbia, Honduras e Nicarágua.