Nos últimos dez anos, o Brasil melhorou seus indicadores sociais, porém, lentamente. E os desafios são grandes. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem pelo IBGE, a educação ainda é área crucial. Praticamente todas as crianças de 6 a 14 anos frequentam a escola, mas a média de anos de estudo é baixa: 5,8 anos. A situação dos adolescentes é mais delicada. Embora o acesso ao ensino médio tenha aumentado 55,7% na década, metade dos jovens entre 15 e 17 não conseguiu chegar a esse nível de escolaridade. “O crescimento econômico exige maiores índices de educação e de qualificação dos jovens”, diz Ana Lúcia Saboia, coordenadora da pesquisa.

No grupo de 18 a 24 anos, mais da metade não chegou à universidade. E, entre os que conseguiram completar o ensino médio, mais de um terço parou de estudar.

A expectativa de vida ao nascer manteve tendência de crescimento, chegando a 73,1 anos em 2009, ante 70 em 1999. E a taxa de mortalidade infantil caiu de 31,7 para 22,5 por mil nascidos vivos na década. Em 2009, um em cada cinco domicílios tinha, simultaneamente, energia elétrica, telefone fixo, internet, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar (em 2004, eram 12%). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.