O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou à CPI da Covid nesta quinta-feira (27) que a vacinação no Brasil poderia ter começado antes “se todos os atores” tivessem colaborado.

Segundo Covas, o laboratório tinha quase 10 milhões de doses prontas no ano passado. Quase 10 milhões de doses prontas em dezembro do ano passado.

LEIA TAMBÉM

Ratinho Jr promete “pegar pesado” no combate a festas clandestinas

>  De saída? Márcia Huçulak desabafa sobre pandemia em Curitiba: “Queria estar muito longe daqui”

“O Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação, se não fossem os percalços, tanto de vista de contrato como regulatório”, disse. O estado de São Paulo começou a vacinar em 17 de janeiro.

De acordo com Covas, o mundo começou a aplicar os imunizantes em 8 de dezembro.

Falta de insumos e atrasados

Ainda em depoimento à CPI da Covid, Dimas Covas, afirmou que problema no recebimento de insumos ameaça a entrega de todas as 54 milhões de doses da vacina até 30 de setembro, como inicialmente previsto.

Covas disse que encerrou no dia 12 de maio —com 12 dias de atraso— a entrega das 46 milhões de doses previstas no primeiro contrato com o Ministério da Saúde.

O cronograma do segundo contrato, de 54 milhões de doses, já começou com atraso e em maio será entregue menos da metade das 12 milhões de doses previstas para esse mês. “Ainda não temos uma programação para dizer se cumpriremos até 30 de setembro esse contrato.

Existe lá [na China] um rito burocrático que tem durado mais de mês para obter essa liberação [dos insumos]”, afirmou.