Rio de Janeiro – O envio ao Peru de 40 kits de medicamentos utilizados em situação de calamidade foi preparado para amanhã (22) pelo Ministério da Saúde. O objetivo é ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o país, na semana passada, e deixou mais de 500 mortos. Fazem parte da remessa, cujos produtos saíram nesta terça-feira (21) do Rio de Janeiro e do Piauí, anti-inflamatórios, antibióticos, anti-hipertensivos, diuréticos, analgésicos e sais de reidratação oral.

O ministério informou que enviará, no mesmo lote, 100 mil doses de vacinas para o combate à difteria e cerca de 800 frascos de hipoclorito de sódio, uma substância utilizada para a purificação da água. O ministério calcula que essa quantidade seja suficiente para atender aproximadamente de 7 mil famílias por um mês.

A chefe da Divisão de Projetos da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, Júlia Hélida Costa, afirmou que essa ajuda é fundamental porque com a precariedade das estruturas em função do tremor, aumentam as chances da população contrair e desenvolver determinadas doenças, como malária, leishmaniose, diarréia e problemas respiratórios.

"O importante agora é dar atendimento básico à população?, disse Costa. ?Por falta das condições adequadas de saneamento e a falta de água muitas doenças terão maior incidência. O governo do Peru está calculando mais ou menos 100 mil pessoas atingidas e nós estamos enviando kits para atender mais da metade, cerca de 60 mil pessoas."

Segundo Júlia Hélida Costa, o país pode levar um ano para se reconstruir em termos de estrutura física, mas os danos causados à saúde, tanto física como psicológica, podem ficar para o resto da vida.

Além dos medicamentos, como parte da ajuda humanitária do Brasil às vítimas, seguirão para o Peru profissionais da área da saúde. O Brasil já enviou na semana passada, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, 46 toneladas de alimentos, como arroz, feijão, leite em pó e macarrão. Todos os produtos estão sendo transportados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).