Dados da Global Petrol Prices (GPP) mostram que o Brasil passa longe de ter uma das gasolinas mais baratas do mundo, na contramão do que defendeu o presidente Jair Bolsonaro em declarações no último fim de semana. Conforme divulgação recente da instituição, referente a 14 de março e baseada em dados oficiais de cada país, a gasolina mais barata do mundo é encontrada na Venezuela. Por lá, o preço apurado é de US$ 0,025 por litro. O Brasil aparece na 91ª posição entre 170 países elencados, com o combustível custando US$ 1,305, muito próximo do preço médio encontrado mundo afora, que é de US$ 1,32 por litro.

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Convertido com base na cotação do dólar na mesma data (que fechou 14 de março em R$ 5,12), o preço da gasolina brasileira é de R$ 6,68, similar àquele de países como Senegal, Filipinas e Vietnã. Também na seção média da tabela aparecem países como Estados Unidos (US$ 1,239/litro) e China (US$ 1,358/litro).

Entre os vizinhos de América do Sul, apenas Chile, Peru e Uruguai têm gasolina mais cara do que a nossa, mas o preço local ainda é baixo se comparado aos países que estão na ponta mais pesada da lista.

A gasolina mais cara do mundo é encontrada em Hong Kong, onde o combustível custa mais que o dobro do preço brasileiro: US$ 2,879 por litro. Completando o ranking das dez gasolinas mais caras aparecem Mônaco, Holanda, Finlândia, Liechtenstein, Alemanha, Itália, Noruega, Grécia e Dinamarca.

A fileira das mais baratas, puxada pela Venezuela, reúne ainda Líbia, Irã, Síria, Argélia, Angola, Kuwait, Cazaquistão, Nigéria e Turcomenistão (veja abaixo).

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Conforme a Global Petrol Prices, as diferenças entre os preços da gasolina nos diferentes países se devem a vários tipos de impostos e subsídios para o combustível. “Todos os países compram petróleo nos mercados internacionais pelos mesmos preços, mas impõem diferentes impostos. É por isso que o preço da gasolina no varejo resulta diferente”, explica. Ou seja, países mais ricos tendem a ter preços mais altos; já países mais pobres e países produtores e exportadores de petróleo têm preços consideravelmente mais baixos.

Gasolina: reajuste pesado e críticas inflamadas

Apesar da divulgação no começo desta semana, o GPP provavelmente ainda não capturou toda a magnitude da alta nos preços dos combustíveis que ocorreu no Brasil entre a sexta-feira (11) e o fim de semana, após reajuste anunciado pela Petrobras, de 18,8%, e pode-se esperar que ele volte a subir na próxima atualização. Na comparação com a divulgação anterior, do dia 7 de março, houve aumento de US$ 0,018 por litro no preço do combustível no Brasil, o que representa alta de 1,3%. Com a aplicação do índice indicado pela Petrobras, o litro poderia subir até US$ 0,24.

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O reajuste promovido pela Petrobras (que elevou também o diesel em 24,4%) foi justificado em decorrência de defasagem em face de outros fornecedores e para evitar o risco de desabastecimento no país, mas deflagrou uma crise com o presidente Jair Bolsonaro, que elevou a carga crítica contra a companhia. Ele criticou a política de preços da estatal, que prevê a paridade do petróleo no Brasil com preços internacionais, atrelando o valor da gasolina ao dólar, e também os lucros da Petrobras, que em 2021 teve os melhores resultados de sua história.

“Tem uma legislação errada feita lá atrás, em que você tem uma paridade do preço internacional. Ou seja, o que é tirado do petróleo, leva-se em conta o preço fora do Brasil. Isso não pode continuar acontecendo. […] Se você for repassar isso tudo para o preço dos combustíveis, você tem que dar um aumento em torno de 50% nos combustíveis, não é admissível você fazer. A população não aguenta uma alta por esse percentual aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro, em uma dentre várias declarações críticas à Petrobras, ao se referir aos movimentos de alta na cotação do barril em decorrência da guerra na Ucrânia.

Após queda nos preços do petróleo no início da semana, o presidente ainda cobrou providências da estatal estatal para fazer recuar a cobrança nas bombas. Nos bastidores, a percepção é de que o acúmulo de insatisfações poderia colocar o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, a perigo no cargo, mas sua saída parece pouco provável pelo risco de gerar ainda mais instabilidades do que as alegações de tentativa de interferência de Bolsonaro.

Diante de preços de combustíveis classificados por ele próprio como “impagáveis”, o presidente não descarta a criação de subsídios para conter aumento, em conjunto com outras medidas como a lei, já sancionada, que estabelece cobrança única do ICMS para segurar os valores.

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