A Câmara Federal deverá retomar suas votações no próximo dia 6. A previsão foi feita pelo presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT/SP), ao anunciar que convocará sessões deliberativas para todo aquele dia, da manhã à noite. Ele explicou que a decisão de marcar votações apenas a partir de quarta-feira, na primeira semana após as eleições municipais, foi tomada para permitir que os deputados acompanhem a apuração e o resultado do pleito nos municípios.

O deputado informou ainda que já começou a nomear os relatores das medidas provisórias que, por estarem com prazo vencido, trancam a pauta de votações do Plenário. A orientação é de que os pareceres sejam apresentados até o dia 4, para que todos os partidos tenham acesso aos textos e estejam prontos para votá-los no dia 6.

Crítica

Esta posição, contudo, não impediu o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, de criticar o governo federal por não ter regulamentado ainda o direito de greve do servidor público. Sem a lei complementar, disse ele, ocorrem greves como a dos funcionários do Judiciário paulista, que podem comprometer o equilíbrio dos poderes da República e, sem controle, se alastrar pelo resto do País.