O promotor Marcelo Oliveira, de Guarulhos, na Grande São Paulo, contestou no domingo (14) a versão do cantor Evandro Gomes Correia Filho, de 35 anos, sobre a morte da ex-companheira Andréia Nóbrega, de 31. Ela e o filho do casal, Lucas, de 6 anos, caíram no dia 18 de novembro do 3º andar do prédio onde moravam. O menino teve ferimentos leves. Em entrevista ao jornal Diário de S.Paulo, o músico contradiz o filho, dizendo que foi Andréia quem cortou a mangueira.

Para Oliveira, a defesa quer tirar a credibilidade das testemunhas e atribuir a culpa a Andréia. “Dificilmente alguém confessa o crime. Sabia que a defesa colocaria a culpa nela.” O promotor envia nesta segunda-feira a denúncia em que o músico, que está foragido, é acusado de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio. Ele também pede a prisão preventiva do músico. Segundo contou o menino, o pai, após brigar com a mãe, pegou uma faca e cortou a mangueira do botijão de gás.

O cantor teria partido para cima de deles. Numa tentativa desesperada de se salvar, Andréia teria jogado o menino pela janela e se atirado em seguida. De acordo com Correia, ele tirou a faca da ex-companheira e tentou conter o vazamento do gás. “Fui para cima dela e disse, já alterado: ‘Meu, você quer matar todo mundo!’ Depois voltei para a cozinha e tirei o registro do gás. Nisso, escutei um tuntuntum. Quando entrei na sala, só vi a pontinha dos pés dela na janela do quarto.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.