O júri do caso Eliza Samudio será composto por seis mulheres e um homem. A escolha foi feito logo após o reinício do julgamento, por volta das 16h de hoje. Logo após a escolha, a juíza Marixa Fabiane pediu para os seis jurados avisarem suas famílias que comporão o Conselho de Sentença do caso Eliza Samudio.

Eles ficarão incomunicáveis e seus celulares serão confiscados. O julgamento foi retomado apenas com quatro dos cinco réus. Com a recusa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em aceitar a indicação de um defensor público após seus advogados abandonarem o julgamento, a juíza decidiu desmembrar o processo e dar um prazo de dez dias para que ele contrate novos defensores.

A data do novo julgamento ainda não foi marcada.

 

Já as defesas do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, Macarrão, da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues Souza, Fernanda de Castro, decidiram seguir no julgamento.

 

Os advogados de Bola, Ércio Quaresma e Zanone Oliveira, deixaram o julgamento por não concordarem com o prazo de 20 minutos concedido pela juíza para os argumentos preliminares.

“Não temos a menor condição de trabalhar no julgamento em que a defesa é cerceada”, disse Quaresma – advogado que, durante a fase de instrução do processo, dormiu e chegou a roncar, sendo advertido pela juíza.

O promotor Henry foi o primeiro a falar logo após a retomada do julgamento. Ele classificou o abandonado dos defensores de Bola como “desacato” ao colocar a juíza em “descrédito público”.

Ele também pediu para que as fotos pornográficas de Eliza que estão no processo fossem retiradas dos autos. A juíza não manifestou a respeito.