Brasília – As contas de Transferência Internacional em Reais (TIR), mais conhecidas como CC5, têm provocado debates calorosos, teses leigas e informações erradas sobre o assunto, diz Alexandre Schwartsman, diretor de assuntos internacionais do Banco Central (BC), em artigo publicado na imprensa.

As CC5 são contas que permitem a um brasileiro fazer remessas de dinheiro ao exterior. Elas podem ser abertas por pessoas físicas ou jurídicas. São usadas ainda por empresas para pagamento de compromissos no exterior e remessa antecipada de dividendos. As operações mais comuns realizadas por meio da TIR são investimento brasileiro no exterior e transferências de mesma titularidade.

Por meio dessas contas também é permitido o envio de dólares de governos estrangeiros e organismos internacionais ao país. A sua grande vantagem, segundo os técnicos da área econômica, é a praticidade. Este é um dos meios menos burocráticos para remessa financeira.

Todas essas vantagens levantam suspeitas. Especialmente relacionadas à lavagem de dinheiro. Recentemente, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco do Estado do Paraná (Banestado), questionou a segurança dessas contas. Mas, segundo Alexandre Schwartsman, essa vulnerabilidade não existe, pois elas são as únicas contas com cadastro obrigatório no BC.

“Além disso, todas as regras destinadas a combater a lavagem de dinheiro que se aplicam às transações domésticas valem igualmente para as TIRs”, explica ele no artigo.