Rio de Janeiro – Quase 40 empresas estão licenciadas junto ao Comitê Organizador dos Jogos Panamericanos Rio 2007, o Co-Rio, para a fabricação e distribuição de produtos alusivos à marca do Pan. O custo do licenciamento  varia entre 5% a 15% das vendas, com média de 10%, segundo informações da assessoria de Marketing do Comitê. A expectativa de arrecadação da entidade com o licenciamento de marcas e produtos do Pan atinge cerca de R$ 10 milhões.

Os comerciantes da Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), que é o maior comércio a céu aberto da América Latina, localizado no centro do Rio de Janeiro, reclamaram à reportagem da Agência Brasil contra o que consideram um ?monopólio? dos produtos do Pan nas mãos de poucas empresas. E acrescentaram que esses produtos não foram sequer oferecidos aos comerciantes do local para revenda.

A assessora de Marketing do Co-Rio, Adriana Vallim, explicou que as empresas que licenciam a marca para um segmento tem o direito de fazer uma espécie de ?bloqueio desse segmento?. Ou seja, ?a fábrica Buettner, por exemplo, fez toalhas de banho e ninguém mais pode fazer toalhas de banho?. A indústria de brinquedos Grow fez bonecos e jogos cartonados e a Olympikos licenciou várias peças de vestuário esportivo.

Ou seja, somente as empresas licenciadas podem confeccionar produtos oficiais. Segundo o Co-Rio, a indisponibilidade de produtos para venda na Saara resulta de um problema de distribuição das empresas licenciadas. O contrato de licenciamento das empresas com o Co-Rio se refere à produção de artigos com o uso da marca. Eles podem ter produtos do Pan 2007 em todo o comércio, se quiserem.

Vallim informou que os produtos do Pan não estão à venda somente nas lojas oficiais, mas também no comércio  para onde houve a distribuição pelas empresas licenciadas. A relação das empresas licenciadas junto ao Co-Rio para uso da marca do Pan 2007 inclui estatais, como a Caixa Econômica Federal e os Correios, e empresas privadas.