As cerca de 50 pessoas que tiveram contato com o sul-africano Willian Charles Erasmus, de 53 anos, que morreu na terça-feira (2) com febre hemorrágica provocada por um vírus ainda não identificado, na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio, mantêm suas atividades diárias normalmente. O único monitoramento que está sendo feito é o de febre, com o controle de temperatura duas vezes ao dia. Em nota, o Ministério da Saúde informou que “não é recomendada a realização de quarentena, pois o contágio acontece apenas após o aparecimento dos sintomas. O período de incubação do vírus varia de 7 a 16 dias”.

Uma das hipóteses é que Erasmus tenha sido infectado por um vírus desconhecido da família dos arenavírus. Ele esteve internado na Clínica Morning-Side, em Johannesburgo, há cerca de 15 dias, para realizar cirurgia ortopédica, segundo o epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz, José Cerbino Neto. A clínica confirmou ter recebido o paciente para a reportagem.

Os resultados preliminares dos exames feitos pela Fiocruz para diagnosticar a doença febril hemorrágica que causou a morte do sul-africano devem ser divulgados pelo ministério segunda-feira. Além do arenavírus, estão sendo investigadas as hipóteses de hantaviroses, hepatite e leptospirose. Malária, dengue e ebola já foram descartados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.