O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, criticou o pacote para urbanização de favelas, parte do Programa de Aceleração do Crescimento Econômico (PAC), que dará mais de R$ 2 bilhões para as favelas do Estado do Rio. O pacote foi anunciado em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador fluminense, Sérgio Cabral, e diversos prefeitos dos municípios beneficiados, mas não Maia, que foi representado por um secretário.

Em seu boletim por e-mail, que chama de ex-blog, Maia diz que o pacote não contempla transporte de massa e subsídio para a habitação popular, considerados fundamentais por especialistas na questão habitacional. Cita um caso de 1920 e conclui sobre o pacote que "a lógica não muda" em relação a governos anteriores.

Maia trata o anúncio dos recursos, que segundo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, devem ser liberados amanhã para projetos executados a partir deste ano, como "promessas bilionárias lançadas ontem para a TV" e trata da mesma forma anúncios em eventos semelhantes na semana passada em Minas Gerais e São Paulo. Completa, porém, que "se cumpridas, bom para o Sudeste, bom para suas grandes cidades".

O pacote é uma parceria entre os governos federal, estadual e as prefeituras, inclusive a do Rio de Janeiro. No caso da urbanização de favelas no Estado do Rio, R$ 1,661 bilhão são do governo federal, R$ 249,6 milhões são do governo estadual e o restante dos 15 municípios beneficiados. No material distribuído pelo governo federal ontem no evento, a Prefeitura do Rio aparece participando com R$ 50 milhões para os complexos do Alemão e de Manguinhos.