Em razão das chuvas que atingiram o Estado de Mato Grosso do Sul nos últimos dias, as prefeituras das cidades de Corumbá, Dourados, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas já fizeram contato com a Defesa Civil para entregar a documentação a fim de decretar situação de emergência. Três pessoas morreram e duas ficaram feridas após o desabamento de duas residências na cidade de Três Lagoas, segundo o coronel Ociel Ortiz Elias, que comanda o Corpo de Bombeiros e é também coordenador da Defesa Civil.

Em Três Lagoas, de acordo com um levantamento parcial, um vendaval ocorrido por volta de 23 horas de ontem derrubou árvores, o que causou a interdição de diversas ruas. Muitas residências foram destelhadas. Um ginásio de esportes teve a cobertura levada pelo vento. O desabamento de uma casa deixou um morto e dois feridos. Em outra residência, mais duas pessoas morreram após desabamento. A cidade está com problemas de comunicação e de abastecimento de água.

Em Corumbá, técnicos do município estão distribuindo lonas a algumas famílias que tiveram as casas atingidas e fazendo o levantamento de danos para também informar à coordenadoria estadual. O município registrou ventos de 107 quilômetros por hora, ocasionando quedas de árvores em vias públicas e em residências e destelhamentos. Ainda não há informação sobre o total de atingidos.

As informações preliminares de Dourados são de um total de 126 residências atingidas, entre elas três comunitárias. Também estão sendo levantadas as ocorrências de Ponta Porã, onde a Defesa Civil já tem informações de cerca de 20 casas atingidas por granizo e 25 por inundação. Um índio morreu e a esposa dele ficou ferida após serem atingidos por um raio. Uma pessoa se feriu por conta do granizo.

Em Naviraí, o número de residências atingidas pelo granizo é de aproximadamente 500. O município comprou ao menos 53 rolos de lona de cem metros. Os internos da Associação dos Protetores de Adolescentes de Naviraí (Aproan) precisaram deixar o local por causa de um alagamento. A gerência de assistência social informou que está alugando uma casa para abrigar as crianças.

Temporal

 

A cidade de Ivinhema, na região sul do Estado, registrou, em 24 horas, um das mais elevadas quantidades de chuva de sua história, segundo a Climatempo. Pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre as 9 horas de ontem e as 9 horas de hoje choveu 188,7 milímetros. A média de chuva normal para setembro em Ivinhema é de aproximadamente 113 milímetros. Nos registros históricos do Inmet, do período de 1961 a 1990, a chuva mais intensa em 24 horas em Ivinhema foi de 148,2 milímetros no dia 17 de março de 1985.

Segundo a Climatempo, a maior quantidade de chuva em 24 horas registrada em São Paulo foi de 150 milímetros em 21 de dezembro de 1988, segundo o Inmet. No Brasil, o maior índice de chuva em 24 horas ocorreu em Florianópolis, com a marca de 404,8 milímetros, no dia 15 de novembro de 1991.