Brasília – O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), reagiu às declarações do presidente venezuelano Hugo Chávez, de que poderia abandonar o Mercosul caso o país não esteja totalmente integrado ao bloco em três meses. A integração da Venezuela precisa ser aprovada, também, pelo Senado brasileiro, que aprova as linhas gerais da política externa brasileira. A declaração de Chávez foi feita nesta terça-feira (3) durante uma solenidade em Caracas, segundo a Agência Bolivariana de Notícias, órgão oficial de informações do governo venezuelano.

"O presidente Chávez pensa que representa os três poderes na Venezuela, mas no Brasil é diferente. Os poderes são independentes e harmônicos", afirma comunicado distribuído pelo gabinete de Heráclito. "O Congresso está consciente de suas obrigações e vai se decidir soberanamente e em momento oportuno. As declarações de Chávez não passam de um factóide para desviar a atenção da crise interna na Venezuela".

Um dos parlamentares que representa o Brasil no Parlamento do Mercosul, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) também criticou as declarações de Chávez. "A integração regional da América do Sul é um processo irreversível de interesse dos povos e das nações. No entanto, a decisão é soberana do Parlamento brasileiro", afirmou, em declaração à imprensa hoje. "O Senado brasileiro tomará sua decisão no momento que julgar oportuno, analisando o processo", afirmou.