O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa paulista deixou para a próxima semana – se não começar o recesso parlamentar previsto para este mês – a formação de comissão para analisar as denúncias contra o líder do PSDB na Casa, Mauro Bragato. Em reunião ontem, os conselheiros tomaram conhecimento das representações contra o tucano apresentadas pelo PT e PSOL. Bragato teve seu nome envolvido em esquema de fraudes de licitações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

?As representações não continham provas das acusações, apenas cópias de reportagens que tratam do assunto. Então, na próxima reunião, organizaremos uma comissão de três membros que ficará encarregada de colher documentos em órgãos como o Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas do Estado?, explicou o presidente do conselho, deputado Hamílton Pereira (PT). A comissão terá 30 dias para apresentar o resultado do seu trabalho.

Na primeira reunião, na verdade, os membros do Conselho de Ética receberam apenas cópias das representações contra Bragato. Participaram do encontro os deputados Fernando Capez (PSDB), Ed Thomas (PMDB), Rogério Nogueira (PDT), Davi Zaia (PPS), André Soares (DEM) e Waldir Agnello (PTB).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo