Brasília – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados notificou nesta terça-feira (3) o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG) do processo movido contra ele pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) por quebra de decoro parlamentar. O deputado é acusado de ter contratado um pistoleiro para matar o deputado Carlos Willian (PTC-MG).

Ao assinar a notificação no próprio conselho, o deputado Mário Oliveira disse que tomou a iniciativa de ir pessoalmente ao órgão numa demonstração de que quer que o processo tramite com celeridade. "Vou colaborar para o bom andamento das investigações. Sou inocente. Não tenho a mínima idéia de onde partiu essa armação", disse.

O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a partir de hoje o deputado tem cinco sessões da Câmara para apesentar sua defesa por escrito e indicar um rol de até cinco testemunhas de defesa. Izar adiantou que pretende iniciar o depoimento das testemunhas antes do recesso parlamentar. "A idéia é avançar algumas coisas antes do recesso parlamentar", disse.

A relatora do processo, deputada Solange Amaral (DEM-RJ), disse que um assunto dessa gravidade não pode parar. "Vamos tentar formar um inicio de idéias o mais rápido para ter um caminho a seguir. Posso garantir que não haverá condenação precipitada, nem gaveta para o processo".

A relatora informou que já pediu ao conselho para convidar o deputado Mário de Oliveira para depor no próximo dia 10 e o deputado Carlos Willian para prestar esclarecimentos ao colegiado no dia 12.