Agência Câmara (Brasília) – A CPI do Banespa convocou o pré-candidato à Presidência da República pelo PPS, Ciro Gomes, e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, para prestarem esclarecimentos sobre a privatização do Banco. Os dois já haviam sido convidados pela Comissão, mas não compareceram alegando falta de tempo. As audiências serão na próxima terça-feira (4).

O presidente da CPI, deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), decidiu convocar os depoentes e não reiterar o convite, alegando que a comissão não pode encerrar os trabalhos sem esses depoimentos. Em caso de convocação, o não-comparecimento sem justificativa adequada implica crime de responsabilidade. O deputado Robson Tuma (PFL-SP), relator da CPI destinada a investigar irregularidades praticadas durante o regime de administração especial temporária no Banespa, encaminhou ao presidente da Câmara, deputado Aécio Neves, um pedido de prorrogação dos trabalhos da Comissão por mais dez dias.

Com a remarcação das oitivas, a entrega do relatório final também terá de ser prorrogada. O investidor Marcelo Mendonça de Barros também havia sido convidado a prestar esclarecimentos à CPI e não compareceu alegando problemas de saúde. A Comissão ainda não agendou nova data para ouvi-lo.

Depoimento

Pedro Malan disse, por intermédio de seu assessor de Comunicação Social, Marcelo Pontes, que, como ministro de Estado, tem a obrigação de atender a convocação da CPI do Banespa, na Câmara dos Deputados, para depor sobre o processo que levou à privatização do banco estadual paulista.

Ele utilizou este argumento para desmentir categoricamente informação prestada pelo deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), segundo a qual ele teria condicionado sua ida à CPI, na próxima terça-feira, ao comparecimento também do pré-candidato à Presidência da República pelo PPS, Ciro Gomes, que era ministro da Fazenda quando foi decretada a intervenção no Banespa.

Segundo o ministro, seria “ridículo, descabido e desrespeitoso” da parte dele com o Congresso Nacional e com a própria CPI, se ele impussesse condições para prestar informações que ele está obrigado a dar. Na última terça-feira, Ciro deixou pela segunda vez de comparecer à CPI, alegando ter assumido anteriormente outro compromisso. Ainda por intermédio de seu assessor, Malan negou, também, informação de Semeghini de que teria pedido qualquer informação à CPI para preparar seu depoimento.