Foto: Arquivo/O Estado
Relator da CPI, senador Garibaldi Alves.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos reinicia as atividades hoje, com o depoimento do ex-secretário de Finanças das prefeituras de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), e Campinas, no interior de São Paulo, Paulo de Tarso Venceslau. Venceslau foi o primeiro a denunciar, em 1997, o suposto esquema de arrecadação de recursos das gestões petistas para abastecer o caixa dois do partido. Em 1997, Venceslau relatou a experiência como secretário tendo, segundo ele, de impedir a investida da Consultoria para Empresas e Municípios (Cpem), patrocinada pelo compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Roberto Teixeira. Segundo Vasconcelos, com o aval da cúpula petista, a empresa era contratada pelas prefeituras sem licitação para fazer um trabalho da competência dos servidores. Receberia em troca um percentual sobre o esperado aumento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Gtech

Amanhã, o relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), pedirá o indiciamento de 35 acusados e três empresas no relatório preliminar sobre o suposto pagamento de propina na renovação do contrato das loterias da Caixa Econômica Federal (CEF) com a multinacional Gtech. Estão na lista o assessor do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, Ademirson Ariosvaldo da Silva, e dois de ex-assessores na prefeitura de Ribeirão Preto (SP), Rogério Tadeu Buratti e Vladimir Poleto. Também é pedido o indiciamento do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência Waldomiro Diniz e, entre outros, de três ex-dirigentes da Caixa: Danilo de Castro, Emílio Carazzai e Sérgio Cutolo. GaribaldI disse que faz a ?última checagem? para decidir se o atual presidente da CEF, Jorge Mattoso, entrará na relação de indiciados. Os envolvidos são citados pelo suposto envolvimento no crime contra o processo licitatório e, em menor escala, por formação de quadrilha.