Agência Estado
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Serraglio: em 15 dias kits de
denúncias estarão prontos.

Brasília – O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), pretende enviar em 15 dias às presidências do Senado e da Câmara kits de denúncias de cada parlamentar envolvido nos escândalos de corrupção já apurados para abertura dos processos de cassação. Aqueles contra os quais até o momento só há indícios, os documentos serão enviados à CPI do Mensalão para que continuem sendo investigados. Até agora, a CPI considera já ter provas contra pelo menos 18 parlamentares.

"Em relação a esses parlamentares, que já não temos dúvidas do envolvimento, enviaremos para que seja aportado ao Conselho de Ética. Os que temos só indícios, enviaremos à CPI do Mensalão", disse Serraglio. Segundo Serraglio, o balanço mostra que a CPI já prestou um grande serviço à sociedade. "Não dá para imaginar que essa CPI já não foi extremamente útil. Se não tivesse essa expectativa criada pela CPI, não teria vindo aqui o Marcos Valério e tudo teria continuado fechado nos gabinetes", disse Serraglio, informando que muitos depoimentos serão transferidos para a CPI do Mensalão, que chamou de "CPI do Suborno".

Os integrantes da CPI informaram ainda que 12 depoimentos a serem prestados na comissão, inclusive o do ex-ministro José Dirceu, vão ser públicos, no plenário. Outros 19 serão realizados em subcomissões fechadas da CPI. Serraglio disse ainda que a comissão está avaliando a reconvocação de Valério, que vai depor na terça-feira na CPI do Mensalão.

Novembro

Em entrevista coletiva, o presidente da CPI dos Correios, senador Delcidio Amaral (PT-MS), afirmou que o prazo da CPI não será prorrogado e a comissão deverá concluir os trabalhos no máximo em novembro. "O Brasil não pode viver só de CPIs", comentou. Já o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR), observou que a única pessoa que não tem chance de ser chamada pela CPI é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do sistema jurídico brasileiro. "Tirando o presidente, qualquer pessoa pode ser ouvida", anunciou.