Reajustar o salário mínimo de acordo com a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mudar a data-base para janeiro e reduzir a tributação dos produtos da cesta básica. Essas foram algumas das propostas apresentadas por representantes das centrais sindicais aos parlamentares da Comissão Mista de Salário Mínimo do Congresso Nacional.

Para o relator da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), há uma sintonia nas sugestões apresentadas para construir uma política ?que garanta que todo o ano a correção do mínimo seja quase que automática?. Ele prevê a conclusão até agosto de um relatório propondo uma lei que permita uma política permanente do salário mínimo.

O petista explica que um dos pontos mais abordados pelas centrais é o que prevê que o reajuste do salário mínimo ocorra de acordo com a inflação mais o dobro do crescimento no PIB. ?Se o PIB cresce 5%, você dá 10% pensando no mais pobre?, disse. Na opinião de Paim, essa proposta tem ?ressonância? entre as centrais sindicais. ?Os trabalhadores se moldarão à riqueza do país?, afirmou.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, é um dos que defendem o reajuste do salário mínimo conforme a inflação e o crescimento do PIB. ?Se conseguíssemos colocar isso numa legislação, com certeza isso, ao longo dos anos, garantiria que o salário mínimo fosse recuperado?, disse.

Essa também é uma das propostas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que defende um índice de 10% ao ano de ganho real no salário mínimo.