A defesa da estudante Geisy Arruda, perseguida por colegas da Universidade Bandeirantes (Uniban) ao usar um vestido curto para ir à aula, pedirão hoje à polícia uma lista das pessoas ouvidas na sindicância da universidade. De acordo com a assessoria da defesa, os advogados acreditam que investigação identificará outras vítimas e agressores da estudante. “A sindicância foi falha e tendenciosa desde o início. Precisamos constatar o que os envolvidos disseram à universidade para identificarmos novas vítimas e agressores”, afirma o advogado João Ibaixe Jr.

 

A equipe de advogados criminalistas pretende entregar o pedido hoje à delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher, Angela de Andrade Ferreira Ballarini. A defesa quer os nomes dos alunos, dos professores e dos funcionários da Uniban ouvidos na sindicância, que teve como desfecho a expulsão de Geisy – depois revogada.

“Geisy foi tocada em vários lugares do corpo por homens e mulheres, o que caracteriza o ato obsceno. Suas amigas, por mais que tentassem, não conseguiram evitar o assédio e também foram acuadas. Além disso, Geisy foi ameaçada de estupro e constrangida no momento em que várias pessoas tentaram fotografar suas partes íntimas”, acrescentou João Ibaixe.