Os senadores do DEM e o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), decidiram hoje entrar com representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pela denúncia de que teria comprado duas emissoras de rádio em Alagoas utilizando-se de "laranjas". Segundo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a representação será feita em conjunto, se possível, com os senadores do PSDB, que se reúnem hoje à tarde para tratar do mesmo assunto.

Os senadores do DEM aprovaram também a decisão, anunciada ontem, de que o partido passará a obstruir votações no plenário da Casa enquanto o caso Renan Calheiros não for julgado. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) informou, após a reunião, que a tendência do partido é a de discutir e votar somente projetos que considere importantes para o País, como o que promove alterações no programa tributário Super Simples. Fortes explicou que projetos de interesse do governo, como o que divide em dois órgãos o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), terão que aguardar.

Por unanimidade, os senadores do DEM decidiram também, na reunião, indicar o senador pernambucano Marco Maciel (DEM) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.