Foto: João de Noronha/O Estado

Marina Silva: cortando a própria carne.

A Polícia Federal prendeu na madrugada de ontem, durante a Operação Euterpe, 32 pessoas envolvidas em crimes ambientais no Rio de Janeiro, entre elas empresários e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Vinte e cinco são funcionários públicos federais acusados de extorquir empresários para amenizar multas e de vender autorização para construção em áreas da reserva biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, onde o ambientalista Dionísio Júlio foi assassinado em fevereiro do ano passado.

Os policiais investigam desde julho de 2005 os crimes envolvendo os funcionários do Ibama a partir de denúncias feitas por servidores que atuam na reserva. A quadrilha também cobrava propina relacionada à pesca da sardinha, que era realizada no período do defeso, época de procriação da espécie.

Duzentos policiais do Rio, de São Paulo e de Minas Gerais integram a operação. A Justiça de São João de Meriti expediu 32 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão.

A operação Euterpe contou com a presença do presidente do Ibama, Marcus Barros, e da própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. ?O Ibama está cortando a própria carne, como a Polícia Federal já teve que fazer também, mas é um processo para o bem das instituições públicas e do meio ambiente?, afirmou a ministra.