Rio – A ampla maioria das autoridades e especialistas em trânsito defendeu, nesta quarta-feira, a obrigatoriedade do teste do bafômetro para motoristas envolvidos em acidentes de trânsito com vitimas. Com o titulo ?O Trânsito é feito de pessoas; valorize a vida?, a teleconferência foi promovida pela Associação Nacional dos Detrans (AND), como parte das comemorações pelo Dia Mundial da Saúde.

O presidente do Detran-Rio, Hugo Leal, defendeu, durante a teleconferência, a realização do teste do bafômetro aplicado ainda no local dos acidentes, para que a iniciativa funcione como importante ferramenta contra a impunidade no trânsito e, conseqüentemente, ?de redução das estatísticas de mortes e ferimentos graves em acidentes? A teleconferência, segundo a assessoria de Imprensa do Detran-Rio, foi irradiada de Curitiba, no Paraná, e retransmitida pelo Detran do Rio no auditório da Embratel, no Centro. Em sua explanação, Hugo Leal defendeu e garantiu ?apoio a iniciativas do poder legislativo para o aumento do rigor na punição de envolvidos em acidentes causados por embriaguez?.

Ainda de acordo com a assessoria de Imprensa do Detran, o deputado federal Mauro Lopes, que atua na Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, recolheu sugestões dos participantes da teleconferência e se comprometeu em levá-las para o Congresso Nacional. O deputado afirmou que vai propor a realização de uma audiência pública na Câmara para discutir o assunto. Relator do projeto de lei 735, que estabelece a obrigatoriedade do teste de alcoolemia, Lopes informou que a iniciativa prevê ainda outras formas de comprovação que deverão ser feitas pela autoridade policial.

Os palestrantes apresentaram exemplos de países que utilizam o bafômetro como instrumento de redução do nível de acidentes. O ex-presidente do CET-SP e especialista em trânsito Gilberto Lehfeld informou que na Inglaterra e no País de Gales foram realizados 624 mil testes em 2001. Já o professor e presidente do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, de São Paulo, lembrou que a União Européia vem tentando aprovar uma lei única que torne o teste obrigatório até 2010.  (Nielmar de Oliveira)