Ao negar que seja candidata à eleição presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerou nesta sexta-feira (14) que a discussão sucessória é uma tentativa de "encurtar" o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação dela, o governo está concluindo o primeiro ano de mandato de forma "bastante satisfatória". "Todas essas discussões que tentam pautar 2010 não passam de uma tentativa de encurtar o mandato do presidente Lula, que está sendo muito bem-sucedido", disse Dilma, após reunião com líderes políticos e empresariais gaúchos, em Porto Alegre.

Segundo Dilma, a reunião com o governo do Rio Grande do Sul inaugurou uma relação "de parceria entre iguais", em que o governo federal não é o "todo-poderoso" que recebe os pleitos, aceita alguns e rejeita outros. "Tentamos estabelecer uma relação federativa", afirmou. O objetivo da reunião era discutir a crise financeira do Estado e alternativas para que o governo retome a capacidade de investimento. A ministra disse que foi constituído um grupo na Casa Civil para avaliar possibilidades de cooperação.

Dilma reiterou a garantia dada pelo governo federal, por meio da aprovação na Comissão de Financiamentos Externos, ao pedido de financiamento de US$ 1 bilhão que o Rio Grande do Sul apresentou ao Banco Mundial. O dinheiro será usado na mudança de perfil de parte da dívida gaúcha. A ministra procurou desvincular o aval ao empréstimo da atuação da governadora tucana em defesa da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "O governo federal aprovaria esse projeto em qualquer hipótese, pela qualidade dele", afirmou Dilma.