Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do Planejamento, Paulo Bernardo, reconheceram que a situação do setor aéreo "é para lá de insustentável" e pediram aos presidentes da TAM, Marco Antonio Bologna, e da Gol, Constantino Oliveira Júnior, que participem do esforço do governo para solucionar a crise aérea. Os ministros relataram aos empresários que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é para que todas as providências sejam tomadas e que o governo considera importante contar com a colaboração das empresas para solucionar a crise.

Bologna e Oliveira Júnior, segundo o ministro, elogiaram o plano do governo. Bologna referiu-se às medidas como "necessárias e pragmáticas". Eles concordaram que Congonhas não pode mesmo servir como ponto de partida para várias localidades. Os ministros insistiram na necessidade de redução dos vôos de Congonhas. A medida, como reconheceu os empresários, reduz em 40% o número de vôos este ano e em 30% o movimento dos passageiros. Nos cálculos do governo, cerca de 5 milhões de pessoas deixarão de transitar por Congonhas este ano com a implantação das medidas.

Os ministros informaram aos empresários que o governo solicitou ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o estudo de alternativas de financiamento para ampliar os investimentos nos aeroportos. O ministro do Planejamento disse que o governo estuda a possibilidade de remanejar entre os recursos listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mais R$ 2 bilhões para investir em aeroportos, além dos R$ 3 bilhões já previstos no programa. Os dois empresários tiveram a confirmação de que o governo quer, de fato, abrir o capital da Infraero.