A passeata organizada por militantes do PT pelas redes sociais para a tarde desta quinta-feira, 20, em São Paulo, não é reconhecido pela direção nacional do PT. De acordo com a assessoria do presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido quer apoiar o movimento contra o aumento das passagens, e não confrontar. Por isso, Falcão escreveu nas redes sociais: “O PT vai pra rua junto com os jovens! A luta do povo é a luta do PT!”, chamando a todos para participar do ato do MPL. “Esse movimento pode até estar sendo organizado por militantes do partido, mas não pela direção nacional”, afirma a assessoria do PT.

Em nota, Falcão declarou apoio do diretório nacional petista aos protestos: “As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.”

Segundo os ativistas que apoiam o Passe Livre na internet, o ato de militantes petistas seria uma provocação à manifestação do grupo. A passeata dos petistas está marcada para as 16h na Avenida Angélica, a poucos metros de onde será a concentração do protesto do MPL, marcado para as 17h na Praça do Ciclista.

 

Militantes do PT estão convocando todos nas redes sociais a irem para as ruas vestindo vermelho. Alguns manifestantes afirmam que o PT quer aproveitar a onda de protestos como se estes fossem a favor do partido. No página do sétimo ato do MPL criada no Facebook, eles pedem as pessoas para não irem de vermelho e levem cartazes contra a presidente Dilma Rousseff.

 

Questionada durante entrevista coletiva, Mayara Vivian, do MPL, disse que a passeata organizada por militantes do PT é “no mínimo um equívoco”. “Mas todos são bem-vindos”, completou a ativista. Pelas redes sociais, militantes também divulgam atos do PT na Candelária, no Rio de Janeiro, e na Praça Sete, em Belo Horizonte, para as 17h.

O MPL manteve o ato mesmo após a revogação do aumento das passagens, anunciada nessa quarta-feira, 19, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo prefeito Fernando Haddad (PT). De acordo com o movimento, o objetivo é comemorar a vitória popular e sair em solidariedade a outras cidades que ainda não conseguiram a redução das tarifas, além de apoiar pessoas que foram detidas durante as manifestações.

Para o ato desta quinta, mais de 180 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook até esta manhã.