No primeiro dia de funcionamento, o Disque-Gripe, serviço de teleatendimento do governo e da prefeitura do Rio de Janeiro para orientar a população sobre a gripe suína, recebeu 5.524 ligações até as 18 horas de ontem. A subsecretária estadual de Atenção à Saúde, Hellen Myiamotto, afirmou que o objetivo do serviço é diminuir a procura pelos hospitais em casos de resfriados e aumentar a detecção de casos que se agravam de forma súbita. De acordo com a prefeitura, o Disque-Gripe é capaz de atender até 8 mil ligações por dia.

A reportagem ligou duas vezes para o número (0800-281-0100) e foi atendido imediatamente. As orientações foram corretas. Na primeira vez, com o relato de sintomas mais graves, como falta de ar e febre, a atendente recomendou a procura de um médico. Na segunda, relatando sintomas mais leves como coriza, tosse e dor de cabeça, a orientação foi a de ligar de novo caso os sintomas persistissem por mais de 24 horas. Em ambas ligações, a reportagem recebeu número de protocolo e teve de dar informações pessoais.

A subsecretária afirmou que as equipes técnicas das secretarias municipal e estadual da Saúde criaram um protocolo de forma que o atendimento não precisa ser feito por profissional de saúde. Mesmo assim, sempre há três médicos de plantão. “O atendimento trabalha com perguntas fechadas, como se há febre ou não. Não tem espaço para dúvidas”, disse. Nos casos mais graves, o Disque-Gripe repassa a ligação para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O site www.riocontragripea.rj.gov.br orienta qual procedimento a pessoa com sintomas deve tomar por meio de questionário elaborado para pacientes maiores de 5 anos. Até as 18h30 de ontem, 3,3 mil responderam o teste.