Brasília – A suspeita de que macacos estejam morrendo devido à febre amarela pôs em alerta os governos do Distrito Federal e de Goiás. Na capital federal, seis símios já morreram desde o último dia 14. Embora o subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Joaquim Carlos Barros Neto, tenha antecipado à Agência Brasil que os exames preliminares não indicam a doença como causa da morte de cinco dos seis animais, um laudo técnico ainda vai apontar se os animais haviam contraído o vírus da febre amarela.

Em Goiás, foram registrados casos em macacos pelo menos 31 cidades. Três mortes devido à febre amarela já foram confirmadas pelo governo do estado. Em Brasília, dois macacos foram encontrados no Parque Nacional, mais conhecido como Água Mineral, local de lazer muito procurado pelos brasilienses. Os outros quatro apareceram no Park Way, área residencial nobre próxima ao Plano Piloto.

Por prevenção, a Secretaria de Saúde do DF e a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde recomendaram que o Parque Nacional fosse fechado por tempo indeterminado a partir de hoje (28). Ainda esta tarde, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal deve anunciar um plano de prevenção e controle à doença. Segundo a assessoria, a iniciativa prevê a intensificação da aplicação de vacina contra a febre amarela e a conclusão dos exames das vísceras dos animais, o que confirmará a presença do vírus da doença.

Além do fechamento do Parque Nacional, técnicos estão coletando exemplares do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que, no caso da febre amarela, atua como vetor da doença em áreas urbanas. Os arredores dos locais onde os macacos mortos foram encontrados também deverão ser pulverizados e a população que vive nas áreas consideradas de risco receberão vacina contra o vírus da febre amarela.

Goiás também anunciou um plano para imunizar 800 mil pessoas contra a doença. Segundo a secretária-interina de Saúde do estado, Maria Lúcia Carnelosso, a preocupação é evitar que a doença chegue aos centros urbanos.

Tanto em Goiás quanto no Distrito Federal, as secretarias de Saúde reduziram para seis meses a idade mínima para a vacinação. ?Essa é forma mais eficaz de controlarmos o vírus e evitarmos eventuais casos humanos. Tomando a vacina, a pessoa estará protegida por dez anos?, explicou Maria Lúcia.

A Região Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal, é considerada região endêmica brasileira para febre amarela silvestre (FAS), devido à manutenção do vírus amarílico (que provoca a doença) entre os hospedeiros naturais.