Ciciro Back / GPP
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Segundo o IBGE, a mortalidade masculina por causas violentas é 3,6 vezes superior à das mulheres pela mesma causa.

Rio (AE) – A mortalidade masculina por causas violentas é 3,6 vezes superior à das mulheres pela mesma causa, revelou a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2005 divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do patamar ainda elevado da morte de homens por causas violentas a tendência é de ligeira queda.

Em nível nacional, de 1990 a 2002, a proporção de óbitos masculinos relacionados a causas violentas elevou-se de 14,2% para 16,2%. Em 2005, essa percentagem era de 15,5%. Entre as mulheres, as proporções se mantiveram praticamente estáveis ao longo de todo o período, com valores levemente superiores a 4%.

No País, como um todo, segundo a pesquisa, em 1990, cerca de 60% dos óbitos masculinos ocorridos na faixa etária de 15 a 24 anos estavam relacionados às causas violentas. Esse valor sobe sistematicamente, chegando em 2002 a atingir uma proporção de 70,2%, mas declinando para 68,7% em 2005.

Casamentos

O número de casamentos realizados no Brasil manteve a trajetória de expansão em 2005 e cresceu 3,6% em relação ao ano anterior. Em 2005 foram realizados 835.846 casamentos, no Brasil, ante 806.968 no ano anterior. Segundo os técnicos do instituto, o aumento segue uma tendência observada desde 2001 e resulta, em parte, da legalização de uniões consensuais. Comparando os dados do período 1995-2005, observou-se a tendência de queda contínua nos casamentos entre solteiros, com pequena desaceleração em 2003. Aumentaram também as uniões legais entre solteiros e divorciados. De 1995 para 2005, o porcentual de mulheres solteiras que se casaram com homens divorciados passou de 4,1% para 6,2% do total de casamentos, enquanto que o de mulheres divorciadas que se uniram legalmente com homens solteiros cresceu de 1,7% para 3,1%. Os casamentos entre cônjuges divorciados também aumentaram de 0,9% para 2,0% do total.

Paraná é o 4º em mortes violentas

Gisele Rech

A estatística do Registro Civil de 2005 mostra que o Paraná acompanhou a tendência nacional de aumento de óbitos por morte violenta. A taxa no Estado ficou em 15%, incluindo os dados sobre mortes por acidentes de trânsito. Isso coloca o Paraná em 4.º lugar no ranking de mortes violentas entre homens, ficando atrás de Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco. Entre o sexo feminino, também morreram mais mulheres de morte violenta em 2005, com idade entre 15 e 24 anos, representando um total de 20,3% do total de óbitos.