Brasília

– Em apenas dois meses e meio de mandato, 69 deputados trocaram de partido, o que tem levado os dirigentes partidários a radicalizarem o discurso contra a cooptação dos integrantes. Na briga para manter as bancadas, cada partido toma um tipo de defesa. O PFL resolveu cobrar na Justiça o dinheiro que teria investido na eleição dos parlamentares volúveis, que o abandonaram. Em outubro, o partido elegeu 84 deputados. Sofreu uma baixa de nove. Já o PSDB preferiu agir como vítima do governo.

O líder no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), acusou o chefe da Casa Civil, José Dirceu, de promover um ataque sem precedentes sobre a bancada. Além dos dois pernambucanos que se foram, outros 12 tucanos anunciaram apoio ao governo, o que irrita cada vez mais a direção do PSDB.