A ONG Viva Rio divulgou hoje o primeiro balanço da Campanha Nacional de Desarmamento Voluntário, lançada há uma semana. Em cinco dias, 240 armas foram entregues para serem destruídas, 70% delas revólveres. Segundo a ONG, a principal motivação foi que as armas caíssem em mãos erradas (32%); medo de um acidente (28%) ou de uma “tragédia” em caso de assalto (10%).

Metade das pessoas informou ter recebido a arma em herança. A maioria, 67%, não possuía registro delas. A ONG comparou os dados com um estudo do próprio Viva Rio sobre as apreensões de armas feitas pela polícia do Rio, entre 1998 e 2008.

Segundo a ONG, o perfil geral é semelhante. “As características das armas em circulação entre os cidadãos de bem, por assim dizer, e os criminosos não são muito diferentes”. No entanto, ainda de acordo com o Viva Rio, entre as apreendidas, 3% eram de uso restrito das forças armadas, “que não apareceram ainda no posto de recolhimento voluntário”.

A maioria dos que entregaram armas são homens (68%). Entre homens e mulheres que foram até o posto, 87% têm acima de 40 anos, sendo que os idosos com mais de 60 anos compõem a maior parcela do grupo (44%). Apenas 2% não possuíam ensino fundamental completo, 45% têm algum nível de formação secundária e 53% possuem 14 anos de estudo ou mais. Ainda segundo o Viva Rio, predomina a classe média – 71% afirmaram contar com renda familiar acima de 6 salários mínimos.

O posto para a entrega das armas fica na Rua do Russel, 76, no bairro Glória, no centro do Rio. Ele funciona de segunda à sexta-feira, das 9 horas às 17 horas, e aos sábados, entre 9 horas e 13 horas. A campanha deve se estender até o fim de dezembro.