O governo terá dificuldades em colocar em prática a idéia de espaçar mais os horários de vôos, hoje concentrados no início da manhã e final da tarde, como forma de diminuir os atrasos nos aeroportos. Ao sair de uma reunião no Ministério da Defesa, que tratou da criação de um futuro plano aeroviário para o País, que deverá incluir inúmeras mudanças no tráfego aéreo, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Monsão Mollo, rejeitou a proposta de ampliação dos vôos nos horários de pico, avisando que eles são feitos em função das demandas dos passageiros, que querem sair cedo e voltar à tarde pra casa.

"A opção não é das empresas, é dos passageiros. E pelas empresas aéreas esta hipótese está totalmente descartada", avisou ele, acrescentando que as companhias descartam também as mudanças de "hub" – pontos de distribuição de vôos – de Brasília e de Congonhas, alegando que "a empresa não viaja para estes lugares porque quer, mas porque os passageiros querem e são eles que têm de ser atendidos".