Cerca de 650 mil universitários de 19 cursos prestaram ontem o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Segundo o Ministério da Educação, a aplicação da prova ocorreu sem problemas em todo o País. O índice de abstenção, o gabarito oficial e os conteúdos das provas serão divulgados apenas amanhã.

São convocados para fazer o exame estudantes do primeiro e último ano dos cursos a serem avaliados. Como a participação na prova é obrigatória para a obtenção do diploma, o índice de abstenção costuma ser baixo. Houve, no entanto, registro de boicotes de alguns estudantes das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Minas Gerais (UFMG), Brasília (UnB) e Bahia (UFBA), além da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que participa pela primeira vez do Enade.

Uma lei federal obriga as instituições federais e particulares a aderirem à avaliação, mas ela é opcional para faculdades estaduais e municipais. No boicote, o aluno comparece, mas deixa a prova em branco. Dessa forma, não sofre consequências diretas. O boicote em massa abaixa o conceito do curso, calculado pelo Ministério da Educação (MEC).

O estudante que falta no Enade pode tentar se justificar oficialmente com o ministério – a data de abertura do processo para recebimento de justificativas ainda não foi divulgada. Se a justificativa não for aceita, o aluno tem de prestar o Enade no ano seguinte. Na edição de 2010, 227 mil alunos que deveriam ter feito o Enade em anos anteriores e querem regularizar sua situação se inscreveram para a prova.