Rio de Janeiro – O Plano Decenal 2007/2017, divulgado nesta terça-feira (3) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê que o país precisará investir nesse período R$ 167,5 bilhões, em geração e transmissão de energia, para fazer frente ao crescimento econômico. Desse total, os projetos de geração deverão absorver R$ 133,6 bilhões e os de transmissão (aí incluída a construção de linhas e de subestações), R$ 33,9 bilhões.

Ao contemplar também os projetos destinados aos segmentos de petróleo, gás natural e biocombustíveis, o Plano estima que o total de investimentos no setor energético deverá atingir R$ 573,2 bilhões. Disponível para consulta no endereço eletrônico do Ministério de Minas e Energia (www.mme.gov.br) desde sexta-feira (29), o estudo traça dois cenários possíveis para a demanda por geração elétrica, considerando a possibilidade de crescimento da economia: com 4,2% e com 4,9%.

As previsões anunciadas pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, indicam que nos próximos dez anos a população brasileira deverá ser acrescida de 32 milhões de habitantes, passando a somar 212 milhões. No período, explicou, o país deverá economizar energia a partir de técnicas mais apuradas de conservação, da ordem de 15,6 mil megawatts (MW) ? o equivalente a toda a geração prevista para a usina de Santo Antônio, uma das duas unidades hídricas a serem construídas no Rio Madeira, em Rondônia.

Quanto ao consumo de energia até 2017, o crescimento previsto é de 5,5%. Já a capacidade instalada do país deverá saltar dos atuais 92,4 mil MW de potência instalada para 143,08 mil MW. Essas previsões levam em conta um cenário de crescimento de 4,9% para a economia.