Caminha para um fiasco o esforço concentrado iniciado hoje na Câmara para votar uma pauta de matérias prioritárias, encabeçada pelo projeto de lei que acaba com a cumulatividade na cobrança do PIS/Pasep. Na falta de acordo, os líderes davam como certo que a proposta será substituída por uma medida provisória (MP) que aliviará o porcentual do tributo que incidiria sobre as empresas de serviço e agroindústria.

Em vez de 1,65%, esses setores só devem pagar PIS/Pasep sobre 50% da matéria-prima que adquirir dos produtores rurais. A idéia agrada aos governistas aliados ao candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, mas ainda enfrenta restrições na Receita Federal.
 O esforço – no sentido literal – do líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), foi na tentativa de desobstruir a pauta da Câmara. Outras votações não poderão ser realizadas, enquanto não for examinada a MP que trata do parcelamento das dívidas de empresas públicas e privadas com o Fisco.