Brasília – Cerca de 8 mil estudantes de todo o país estão reunidos neste sábado (7) no Ginásio Nilson Nelson, no terceiro dia do 50° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), para discutir as diretrizes que vão pautar a atuação da entidade nos próximos dois anos.

Depois de uma homenagem a Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE, desaparecido em 1973 e até hoje um dos símbolos do movimento estudantil, os estudantes fizeram uma votação simbólica dos pontos consensuais entre as propostas apresentadas durante o congresso.

Entre os consensos aprovados pelos estudantes, que devem direcionar a atuação da próxima gestão da UNE, estão a defesa de rádios comunitárias e rádios livres, a pressão pela abertura dos arquivos da ditadura militar e a campanha ?Universidade fora do armário?, que quer consolidar a militância e a participação de homossexuais no movimento estudantil.

Temas abrangentes das áreas de saúde, meio ambiente, direitos humanos e políticas públicas de comunicação foram lidos pelo presidente da UNE, Gustavo Petta, enquanto grupos de estudantes aplaudiam ou gritavam palavras de ordem adiantando o debate sobre os pontos de divergências entre as teses, que serão discutidos e votados ainda neste sábado.

A polêmica deve ficar por conta da votação de assuntos como a posição política da UNE em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a discussão da Reforma Política.

Para Gustavo Petta, as divergências sobre esses temas são um reflexo da diversidade de idéias que convivem dentro da UNE e garantem pluralidade nas decisões da entidade. ?Vai ser um debate democrático, a UNE consegue absorver todas essas tendências e isso permite que um país continental como o Brasil tenha uma entidade nacional de representação estudantil?.

A votação das teses deve ser concluída neste sábado e para este domingo (8), último dia do congresso, está prevista a eleição da presidência e da direção da UNE para os próximos dois anos.