As famílias do empresário Márcio Rogério de Andrade e da mulher dele, Melissa Ura Andrade, decidiram nesta segunda-feira (6) que vão entrar na Justiça com ação de danos contra o Instituto Médico Legal (IML). O IML entregou à família o corpo de uma vítima não-identificada no lugar de Márcio Rogério Andrade, vítima do acidente com o Airbus da TAM em Congonhas, São Paulo, no último dia 17.

O desconhecido foi enterrado no lugar de Márcio, no dia 22 de julho, no mesmo jazigo da família de Melissa, no cemitério da Consolação, em Birigüi, no interior paulista. Com ele, foram sepultados a esposa Melissa, a filha do casal, Alanis Ura Dona Andrade, e o irmão de Melissa, André Ura Dona, todos vítimas da tragédia.

Na quarta-feira, quando ao tentar desfazer o erro, o IML causou mais confusão. A substituição do caixão da vítima não-identificada pelo de Márcio era para ocorrer em sigilo, mas a troca vazou para a imprensa que noticiou o caso. Sem saber o que ocorria, os parentes de Melissa ficaram apavorados e acusaram o IML de violar o túmulo da família, uma vez que o órgão não pediu autorização. Os pais de Márcio também foram pegos de surpresa ao saber pela TV que tinham enterrado uma outra pessoa como se fosse o filho.

O IML argumentou que não havia necessidade de autorização, uma vez que familiares de Márcio tinham autorizado a substituição de caixão. A irmã de Márcio, Claudia Andrade Teixeira, disse ter autorizado a troca de caixões e não teria avisado os pais para evitar mais sofrimento.