Brasília – O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, defendeu ontem a condução dos debates sobre a reforma do Judiciário pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não pelo Poder Executivo, “que está em constante atrito com o Poder Judiciário”. Na opinião de Fausto, o governo federal tornou-se “suspeito” para articular a reforma, após as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a existência de uma “caixa-preta” no Poder Judiciário, e do secretário da Reforma do Judiciário, Sérgio Renault, de que os juízes não têm capacidade para administrar os tribunais.

“Se o governo conduz a reforma com o pressuposto de que existe uma caixa-preta e que os juízes são incompetentes para administrar tribunais, estão quebradas a harmonia e a independência entre os poderes”, afirmou.