A febre amarela pode ter matado o agricultor espanhol Salvador Perez de la Cal, de 41 anos, que estava internado na UTI do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, desde a quinta-feira (10). A suspeita de febre amarela foi levantada pelo medidos do hospital baseada nos sintomas apresentados pelo paciente. O corpo do agricultor será trasladado para a Espanha, e o laudo cadavérico deverá ser divulgado em 90 dias. Autoridades de saúde informaram que na próxima semana será liberado o resultado do exame sorológico.

Salvador Perez de la Cal era proprietário de uma fazenda em Cristianópolis, distante 67 quilômetros de Goiânia, que foi adquirida no final do ano, época em que chegou ao Brasil. No dia 29 de dezembro assumiu o imóvel, em precárias condições de conservação e higiene segundo relatos.

Desde então, passou a sentir-se mal mas a doença se agravou a partir do dia 3. Uma semana depois, de acordo com boletim médico do HDT, o espanhol foi levado a um posto de atendimento médico (CAIS) no Jardim Novo Mundo, bairro na periferia de Goiânia. Mas como seu estado só piorava, foi internado no HDT.

Pelas informações dadas pelo médico Wilson Moraes Arantes, diretor-clínico do Hospital, o estado clínico do paciente era estável, ontem. Porém, ocorreu uma rápida deficiência renal e hepática, e o agricultor foi a óbito por volta das 11h10.

Este é o terceiro caso de morte, sob suspeita de febre amarela, que vem a público nos últimos nove dias, em Goiás. O primeiro caso foi do peão de fazenda João Batista Gonçalves, morto na sexta-feira da semana. Outro caso suspeito foi da aposentada Maria Geraldina Siqueira da Silva, que morreu na quarta-feira em Ceres (GO).