São Paulo – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista esta semana, que não sente saudade do poder. “O grau de tensão é muito elevado e ninguém pode ter saudade desse tipo de situação. Além do mais, você trabalha muito”, declarou. FHC afirmou que só sente falta da piscina do Alvorada, “que é fantástica”, e do helicóptero, “um instrumento de trabalho extraordinário”. O ex-presidente cobra US$ 50 mil (cerca de R$ 150 mil no Brasil) por conferência. No Brasil, ninguém cobra mais caro. “O critério foi pedir metade do que Bill Clinton (ex-presidente dos Estados Unidos) cobra”, diz George Legmann, o agente que cuida das palestras e dos direitos autorais dos livros de Fernando Henrique. Da metade do ano passado para cá, foram 22 conferências, seis delas em outros países. Contrataram os serviços do ex-presidente a AmBev, a Medial Saúde, os bancos Pátria e Santander (este em Madri), a ACNielsen e o Banco Central do México, entre outros. Além dos eventos de empresas, seu mercado abrange também as universidades. No exterior elas pagam honorários fixos, entre US$ 10 mil e US$ 20 mil. “No Brasil eu faço de graça. As universidades aqui não têm dinheiro para isso”, afirmou.