Partes do foguete chinês Long March 5B, que caíram na atmosfera terrestre, nesse fim de semana, foram vistas no céu de vários estados do Brasil entre quinta-feira (6) e sábado (8). Registros das partes da espaçonave chegaram ser feitos nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), confirmou que tratavam-se das peças da espaçonave devido ao horário e posição no céu. O órgão ressaltou que, conforme vinha sendo noticiado, os destroços do foguete estão caindo, de fato, sem controle sobre a atmosfera dada a instabilidade que apresentam. Segundo a Bramon, os destroços estão girando, o que indica o descontrole.

Ainda na noite de sábado (8), outra parte grande da espaçonave caiu próximo às Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. A informação foi confirmada pelo Escritório Chinês de Engenharia Espacial que registrou a queda por volta das 23h34 min de sábado (horário de Brasília), segundo agência Reuters.

Lançado no dia 26 de Abril, o Long March 5B foi lançado de Wenchang, na província de Hainan, com objetivo de enviar à órbita o módulo Tianhe: primeiro da futura estação espacial chinesa em construção.

Este não é o primeiro lançamento que dá errado. No primeiro envio do Long March 5B ao espaço, em maio do ano passado, um dos módulos também enfrentou problemas em órbita espacial, caindo descontroladamente seis dias depois sobre a atmosfera terrestre. Os destroços quase atingiram os Estados Unidos e vários fragmentos despencaram sobre o continente africano, chegando a danificar casas e edifícios de alguns vilarejos.