São Paulo – Um grupo de servidores públicos resolveu se organizar para concorrer às eleições a partir de 2006. Depois de formarem o Partido dos Servidores Públicos (PSP), em 31 de janeiro deste ano, representantes dos trabalhadores estão instalando comissões provisórias em doze estados brasileiros. A comissão nacional tem vinte integrantes: o presidente, Édson Martins de Oliveira, três vice-presidentes, dois tesoureiros e 14 secretários.

No dia 7, tomou posse em Goiás a primeira comissão provisória da região. Em São Paulo, o conselho foi criado no dia 30 de março. A maior parte dos integrantes informou não ter pertencido a qualquer partido. Segundo Oliveira, que é de Minas Gerais, a comissão é formada basicamente por agentes do fisco nos estados. Ele disse que o atual governo, assim como os anteriores, não está dando a devida atenção à categoria.

A maior parte dos 8 milhões de servidores públicos no Brasil

(4 milhões estão na ativa e outros 4 milhões são aposentados) é filiada a sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que oficialmente é favorável ao governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva. A central tem em sua base 2,017 milhões de servidores públicos divididos em 559 sindicatos (os ruralistas são os maiores, com 1.220 sindicatos e uma base de 9,670 milhões de trabalhadores).