Brasília – O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, pregou a harmonia entre as Forças Armadas e a sociedade e evitou fazer qualquer menção ao golpe militar de 31 de março de 1964 na Ordem do Dia lida ontem em comemoração ao 357.º aniversário do Exército. O general disse que o Exército, por sua origem, é formado por gente fardada e sem farda, da ativa e da reserva, civis e militares de diversas origens raciais e diferentes religiões. "Heróis anônimos voltados, integralmente, na diuturnidade do seu trabalho, para o cumprimento de uma grandiosa missão nacional", disse Albuquerque.

O comandante do Exército lembrou que o Exército surgiu em 1648, depois da Batalha de Guararapes, quando os holandeses foram expulsos do Nordeste. As tropas que lutaram contra os holandeses eram multirraciais, formadas por europeus, índios e negros. "O Exército vive com a nação um colóquio de proverbial alegria, de exemplificada ordem e de praticada disciplina. Nasceu sob a égide da lealdade e da ética. Cresceu e afirmou-se com bravura, sacrifício e coragem. Fez-se honrado, vitorioso e digno. Tornou-se uma instituição nacional de bom senso e equilíbrio, representando todos os estamentos da sociedade de consenso a que serve", afirmou o general.

Para o general Albuquerque, "o Exército recebeu da alma brasileira valores morais e espirituais que pratica e transmite, num fluxo constante de exemplos de cidadania e de respeito ao ser humano. Participa com toda a nação das esperanças que ajuda a concretizar. Colabora, com denodo e patriotismo consciente, no trabalho de edificação e aprimoramento democrático do País independente e livre, soberano e forte, uno e zeloso de sua rica diversidade", afirmou Albuquerque.