O pré-candidato a governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) afirmou ontem que a executiva do partido no Estado decidiu anteontem, numa reunião realizada na capital paulista, apoiar a candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), a presidente. "Acredito que a candidatura do Rigotto tem condições de somar e unir o partido ao longo da campanha", ressaltou, afirmando que a sigla, entretanto, deve unir-se em torno de qualquer um dos candidatos que vencer as prévias.

A definição do candidato da legenda, contudo, ocorrerá na prévia partidária, a ser realizada em 19 de março. De acordo com Quércia, o anúncio oficial da decisão será feito em 3 de fevereiro, num encontro que será realizado na cidade, com a presença de governadores e líderes partidários simpáticos à candidatura de Rigotto. "Já estão confirmadas as presenças dos governadores de Pernambuco e Santa Catarina. O governador Rigotto se encarregará dos outros convites", disse.

O concorrente do governador de Rigotto nas prévias é o secretário de Governo e Coordenação do Estado do Rio, Anthony Garotinho. Quércia reconheceu que a candidatura de Garotinho é a mais forte hoje, mas apenas por uma questão de tempo de campanha. "Claro que é mais forte. Ele (Garotinho) está fazendo campanha sozinho já há muitos meses. Mas tenho certeza que o Rigotto tem todas as condições de vencer as prévias." Para o pré-candidato do PMDB a governador de São Paulo, o vencedor precisará contar com o apoio dos governadores do partido, que, segundo informações de membros da legenda, caminham para uma união em torno da candidatura do governador do Rio Grande do Sul

"Sem dúvida esse apoio dos governadores será decisivo." Político paulista mais bem avaliado para ocupar o governo de São Paulo, segundo a última pesquisa do Instituto Datafolha, Quércia disse estar animado para se engajar na campanha a governador, mas que a definição do candidato só acontecerá após as prévias para presidente. "Queremos definir no início de abril, pois a questão do presidente é fundamental pra se ganhar aqui", disse. "Mas político está sempre animado para fazer campanha", emendou o ex-governador paulista  considerado um dos mais fortes candidatos à sucessão em seu estado.