A vacinação contra febre amarela em Goiás vai sofrer restrições. Para tentar reduzir o índice de 30% de revacinação (o tempo mínimo para que se possa tomar uma segunda dose é de dez anos), o Estado vai passar a exigir a apresentação da carteira antes de imunizar crianças com menos de 10 anos. Para adultos, serão feitos uma série de perguntas e um alerta sobre os riscos de tomar a vacina sem indicação precisa.

A nova medida, com aprovação do Ministério da Saúde, tenta evitar a vacinação desnecessária, segundo o secretário de Saúde de Goiás, Cairo Alberto de Freitas. A intenção é também intensificar a vacinação nas áreas rurais.

A recomendação do Ministério da Saúde para usar de forma criteriosa a vacina não está restrita ao Estado de Goiás. A Secretaria de Vigilância em Saúde deve enviar hoje um ofício às secretarias para que sejam vacinadas prioritariamente pessoas que residem em locais de risco. Ontem, em Brasília, o Exército brasileiro começou o trabalho de auxílio no combate ao mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, que pode se transformar em vetor de febre amarela.