O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) começa a fazer, a partir de outubro, uma contagem da população de rua. Serão cerca de 2.500 pesquisadores em 23 Estados e mais o Distrito Federal. Apenas as cidades Belo Horizonte, Recife e São Paulo não vão participar da pesquisa, pois seus governos já haviam feito o levantamento desses dados.

De acordo com a coordenadora de Regulamentação da Proteção Social Especial do MDS, Solange Martins, com esse levantamento o governo pretende elaborar projetos e programas sociais voltados para essa população. A intenção, segundo a coordenadora, é saber como eles vivem, onde moram, como são os vínculos de relação familiar.

"Ainda não existem políticas públicas específicas para moradores de rua. O Bolsa Família, que é um programa de inclusão social, por exemplo, grande parte dessa população não recebe, porque não sabe ou não conhece", afirma Solange.

Ela explica que já existe um Grupo Interministerial, composto pelo Governo Federal, pelo Movimento Nacional de População em Situação de Rua (MNPR), por várias ONGs e alguns gestores municipais, para estudar medidas voltadas para a polução de rua.

Para fazer o levantamento, o MDS vai utilizar dois tipos de questionários. Um mais simples, com 16 questões, e outro mais complexo, com 47 questões, que será feito com apenas 10% dos entrevistados. A empresa responsável pelas pesquisas será a Meta Instituto de Pesquisas de Opinião Ltda., que, de acordo com Solange Martins, foi contratada por meio de licitação. Para fazer o levantamento, o ministério vai investir R$ 1,5 milhões.

A pesquisa será concluída no final de outubro e os resultados serão divulgados durante um seminário, ainda sem data e local definidos. As informações são da Agência Brasil.